sábado, 30 de julho de 2011

Projeto trauma.

Trauma e Violência

Projeto de Atenção Nacional ao Trauma

1) Introdução

O trauma é a principal causa de óbito nas primeiras 4 décadas de vida e representa um enorme e crescente desafio ao País em termos sociais e econômicos. Os acidentes e as violências no Brasil configuram um problema de saúde pública de grande magnitude e transcendência, que tem provocado forte impacto na morbidade e na mortalidade da população.

Somos 180 milhões de brasileiros, sujeitos diariamente, por inúmeros motivos, a toda espécie de traumas. Em 2004, foram computadas cerca de 150 mil mortes decorrentes de traumatismos e estimativas indicam ao redor de 800000 internações anuais (apenas nos hospitais públicos). Apenas na cidade de São Paulo, o Resgate e o SAMU responderam a 30000 chamados decorrentes de algum evento relacionado a trauma. Os custos econômicos envolvidos superam 9 bilhões anualmente. Estamos lidando com um problema de saúde pública e desta forma devemos enfrentar e propor soluções. Para tal, passaremos a um estudo crítico dos resultados encontrados frente a situação atual para que efetivamente sejam efetuadas propostas que possam contribuir de facto para promovermos uma melhor qualidade de vida.

Diagnóstico atual

O sistema assistencial atualmente existente no Brasil, no que tange ao doente traumatizado, não atende a demanda de forma satisfatória, sendo fundamental que ele seja analisado e reestruturado. O atendimento ao doente traumatizado tem quatro componentes, o atendimento pré-hospitalar, o atendimento hospitalar, a reabilitação e a prevenção, que devem ter uma relação íntima, recíproca e extremamente monitorada.
Embora tenhamos avançado em vários aspectos destes componentes, é necessário termos uma visão clara da situação atual, para podermos dar o passo seguinte.

Existem inúmeros aspectos que dificultam o fluxo ideal do atendimento do doente traumatizado através do sistema atualmente vigente, destacando-se aqui alguns:
Serviços de Resgate, prestados por Bombeiros, que funcionam dentro de uma lógica de despacho, sem regulação médica. Proliferaram pela insuficiência histórica da área da saúde neste tipo de atuação.

Duplicidade de acesso ao sistema de atendimento pré-hospitalar
Conjunto de referências e contra-referências subdimensionadas e deficientes, pouco claras e freqüentemente desrespeitadas. Distribuição inadequada da oferta de serviços de urgência, agravada na medida em que se caminha para o interior do País. Os leitos de terapia intensiva são disputados pela urgência com o restante dos serviços hospitalares, como por exemplo, os pós operatórios de cirurgias eletivas.

Leia mais: http://www.uff.br/ph/

terça-feira, 19 de julho de 2011

Simples manobra de proteção cervical e posicionamento e liberação das vias aéreas salva vida.


O simples fato de proteger a coluna cervical de um paciente traumatizado e liberar as vias aéreas pode salvar a vida desta vítima. Foi o caso exibido na matéria do fantástico 17/07/2011, em que o bombeiro comenta que abordou a vítima, procedendo o controle cervical e executando o passo "A" que é a liberação das vias aéreas.
Podemos considerar uma manobra de simples execução e que todas as pessoas que tenham um preparo básico em primeiros socorros, poderiam  prestar este atendimento, salvando muitas vidas.
A idéia para o leigo é fazer esta abordagem inicial e ligar o mais rápido possível para um serviço de emergência. Mais fica uma dica super importante para quem tem vontade de ajudar. Possuir conhecimento em primeiros socorros, técnica correta e boa vontade!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Escola Cadenas


Uma empresa especializada no Gerenciamento de Riscos e Emergências e que também promove o Desenvolvimento Pessoal. Esta é a Cadenas Consultoria e Treinamento que, desde 1999, destaca-se nos segmentos em que atua por oferecer soluções abrangentes e eficazes nas áreas de segurança, saúde, meio ambiente e capacitação de pessoas.

A Cadenas mantém uma equipe multidisciplinar e altamente qualificada sempre pronta a oferecer a empresas serviços que, além de atender aos requisitos legais, proporcionam a certeza de que riscos e emergências inerentes a todo tipo de negócio estarão sob controle. Atua na implantação de Sistemas de Gerenciamento de Emergências, abordando desde a fase de prevenção até a recuperação de áreas atingidas.

Numa era em que a atualização profissional é fator determinante do sucesso na carreira, a Cadenas Consultoria e Treinamento oferece diversos programas de capacitação abertos e in-company entre pós-graduação, cursos e treinamentos nas áreas de segurança, saúde, meio ambiente e desenvolvimento humano.


http://www.cadenas.com.br/

Fotos das aulas práticas no Cadenas

Colocação do colar cervical na posição sentada

Mestre Nelson - Prof. Cadenas

Utlização da BVM para ventilação

Abordagem primária rápida - prática

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Trabalho na Comunidade - Paranaguá / PR

Trabalho voltado a comunidade de paranaguá na 2ª semana municipal de segurança e saúde no trabalho da cidade de Paranaguá. Alunos da escola Cadenas fazendo ação e simulações públicas de socorrismo emergêncial. Informações sobre primeiros socorros e tirando as dúvidas da comunidade local.

Alunos em frente a escola Cadenas


Todos da turma socorrista 31


Montagem dos banners para orientação da população

Monitoras da escola Cadenas

Grupo reunido recebendo orientações do Prof. Pikler escola Cadenas




Demostração - manobras de ressuscitação cardiopulmonar


Orientação sobre ferimentos, fraturas e luxações

terça-feira, 12 de abril de 2011

Propaganda sobre a utilização do cinto de segurança

Vídeo - Novas diretrizes RCP.


10 pontos de destaque das novas Diretrizes de RPC.

 
Aqui estão os 10 pontos de destaque das novas Diretrizes de Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP) 2010:

1. A importância da Cadeia de Sobrevivência para o Atendimento Cardiovascular de Emergência (ACE) proposto pela American Heart Association (AHA) foi reforçada nas novas diretrizes. Além da ênfase na RCP de alta qualidade, a cadeia ganhou mais um elo – Cuidados pós-parada cardiorrespiratória (PCR). O primeiro elo da cadeia continua sendo o reconhecimento imediato da situação de emergência, o que inclui PCR e o acionamento do Serviço Médico de Emergência (Figura 1).                                                                    
                                                          Corrente da SOBREVIVÊNCIA adulto

1º reconhecimento imediato do PCR e o acionamento do SME;
2º verificação do pulso e iníco do RPC - compressões torácicas;
3º utilização do DEA verificando ritmo cardíaco e o choque caso indicado;
4º inicie o RPC imediatamente até a chegada do SVA;
5º cuidados pós PCR intregados - hospital;

2. As novas diretrizes encorajam RCP somente com compressões torácicas (RCPSCT) para o leigo que testemunha uma parada cardíaca súbita. RCPSCT é mais fácil de ser executada por indivíduos não treinados e pode ser facilmente instruída por telefone pelo atendente do Serviço Médico de Emergência (SME).

3. A avaliação da respiração "Ver, ouvir e sentir” foi removida do algoritmo de SBV. Estes passos demonstraram-se inconsistentes, além de consumir tempo.

4. A seqüência para atendimento recomendada para um socorrista que atua sozinho foi modificada. Agora a recomendação é que ele inicie as compressões torácicas antes da ventilação de resgate. A antiga seqüência A-B-C (vias Aéreas - Boa ventilação - Compressão Torácica) agora é C-A-B. A seqüência A-B-C permanece para o cuidado neonatal, pois quase sempre a causa de PCR nos recém-nascidos é asfixia.

5. Não houve alteração na recomendação referente à relação compressão-ventilação de 30:2 para um único socorrista de adultos, crianças e bebês (excluindo-se recém-nascidos).

6. A ênfase maior das Diretrizes 2010 é a necessidade de uma RCP de alta qualidade, o que inclui:
• Frequência de compressão mínima de 100/minuto (em vez de "aproximadamente" 100/minuto, como era antes).
• Profundidade de compressão mínima de 5 cm em adultos
• Retorno total do tórax após cada compressão
• Minimização das interrupções nas compressões torácicas
• Evitar excesso de ventilação

7. As novas diretrizes minimizam a importância de checar o pulso pelos profissionais de saúde treinados. A detecção do pulso pode ser difícil mesmo para provedores experientes, principalmente quando a pressão arterial está muito baixa. Quando for executada, a checagem do pulso não pode levar mais que 10 segundos.

8. As recomendações anteriores de se utilizar o Desfibrilador Externo Automático (DEA) o quanto antes, em caso de PCR extra-hospitalar presenciada, foi reforçada. Quando a PCR não for presenciada, a equipe do SME deve iniciar RCP (se já não estiver sendo realizada pelo leigo) enquanto o DEA verifica o ritmo. Nestes casos, pode-se considerar 1 a 3 minutos de RCP antes do primeiro choque de desfibrilação.

9. Foi estimulada a implementação de programas que estabeleçam DEA acessíveis em locais públicos nos quais exista uma probabilidade relativamente alta de PCR presenciada. A AHA recomenda que esses programas sejam acompanhados de planejamento, treinamento e integração com o SME para melhor eficácia.

10. Os cuidados pós-PCR incluem: otimização da função cardiopulmonar e da perfusão dos órgãos vitais após o retorno da circulação espontânea, transporte para um hospital adequado ou UTI que disponha de recursos para cuidados pós-PCR, incluindo capacidade de intervenção em casos de síndromes coronarianas agudas, controle de temperatura para melhorar prognóstico neurológico, e tratamento e prevenção da disfunção de múltiplos órgãos.


 REFERÊNCIAS:
Este texto foi baseado nas novas diretrizes para RCP da AHA, disponível em:

1. Field JM, Hazinski MF, Sayre M, et al. Part 1 Executive Summary: 2010 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care. Circulation 2010;122(18 Suppl 3).

2. American Heart Association. Destaques das Diretrizes da American Heart Association 2010 para RCP e ACE. [versão em Português]. Disponível em: